Um mês após sofrer fissura em casco, navio Stellar Banner continua encalhado na costa do Maranhão

Navio sul-coreano está encalhado em banco de areia desde o dia 26 de fevereiro.

Operação de retirada do óleo do navio continua sendo realizada pela Marinha e empresas terceirizadas.

Navio Stellar Banner está encalhado há duas semanas na costa do Maranhão Divulgação/Marinha do Brasil Um após ter sofrido fissuras no casco, o navio sul-coreano Stellar Banner continua encalhado a cerca de 100 km da costa do Maranhão.

A operação de retirada de óleo da embarcação, que integra o plano de desencalhe, continua sendo realizada por equipes da Marinha e empresas contratadas pela dona do navio, a Polaris Shipping e a Vale, dona da carga.

Em último boletim divulgado na quarta-feira (25), a Marinha informou que a segunda etapa de retirada do óleo continua sendo realizada normalmente.

Além disso, não foram encontrados vestígios de óleo na área que continua sendo monitorada por aeronaves, drones e embarcações próximas ao navio.

De acordo com a Marinha, o plano de salvatagem que consiste na remoção de mais de 300 mil toneladas de minério de ferro que o Stellar Banner transportava e a colocação da embarcação em condições de navegação foi entregue na terça-feira (24) pelas empresas Ardent Global e Smit Salvage, e serão analisados pelo Ibama, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Maranhão (SEMA) e a Marinha.

Operação Desde o início do resgate do Stellar Banner, cerca de 255 militares da Marinha atuam diretamente na operação.

O órgão trabalha no local com um navio de apoio oceânico ‘Iguatemi’, um navio hidroceanográfico ‘Garnier Sampaio’, um helicóptero UH-15 e quatro embarcações da Capitania dos Portos do Maranhão.

Além disso, a operação também conta um helicóptero He S-76 operado pela Vale, um navio MPOV Normand Installer, nove rebocadores (sendo quatro com materiais de combate à poluição por óleo), três drones com câmera térmica, quatro embarcações de suporte às atividades de contingência de derramamento de óleo (OSRV), quatro de apoio à plataforma (PSV) e dois oleeiros (OSV).

O navio com bandeira dos Países Baixos 'Defender' foi contratado pela Polaris Shipping para retirar parte das 3,5 mil toneladas de óleo do Stellar Banner.

A embarcação partiu do Gabão, país localizado na África Central e é do tipo AHTS (Anchor Handling Tug Supply), barco utilizado para reboque, ancoragem de unidades flutuantes de petróleo e transporte de cargas.

A capacidade da embarcação é de mais de 3 mil metros cúbicos. Barco 'Defender' tem bandeira dos Países Baixos e veio da África Central. RIA MAAT/Marine Traffic Área afetada A área afetada no casco do navio é de cerca de 25 metros, segundo o chefe de Estado-Maior do Comando do 4º Distrito Naval, Robson Neves Fernandes.

Atualmente, não há registro de vazamentos. No dia 28 de fevereiro, o Ibama havia verificado o vazamento de 333 litros de óleo no mar e o poluente havia se espalhado por uma área de 0,79 km².

Um dia depois, o instituto afirmou que não visualizou mais as manchas de óleo encontradas anteriormente. Técnicos também trabalharam para vedar ainda mais os tanques de combustível e reforçar as travas dos compartimentos de carga, onde está o minério. Mancha de óleo encontrado ao redor do navio Stellar Banner, encalhado na costa do Maranhão Ibama Inquérito A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Maranhão informou que abriu um inquérito para apurar possível crime ambiental no acidente do Stellar Banner.

Antes, a Marinha já tinha informado que instaurou um inquérito administrativo para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades sobre o caso. Acidente com o Stellar Banner Navio Stellar Banner sofre fissura no casco no meio do Oceano Atlântico Divulgação O navio Stellar Banner sofreu duas fissuras no casco no dia 25 de fevereiro, logo após ter saído do Terminal Portuário da Ponta da Madeira em São Luís, com destino a um comprador em Quingdo, na China.

A embarcação possui capacidade para 300 mil toneladas de minério de ferro e tem 340 metros de comprimento, o equivalente a dois campos de futebol. Segundo a Capitania dos Portos do Maranhão, logo após identificar as fissuras no casco, o navio começou a afundar no Oceano Atlântico, a cerca de 100 km da costa do litoral do Maranhão.

Por conta da situação de emergência, o comandante do navio emitiu um alerta e levou o Stellar Banner para um banco de areia.

O navio tinha 20 tripulantes, sendo 12 coreanos e oito filipinos.

Após o resgate, seis estão ajudando na operação de salvatagem e seguindo as instruções da Capitania dos Portos.

A Polaris informou que os outros 14 tripulantes da embarcação já estão em terra firme e devem ser repatriados.

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Categoria:Maranhão