Com mais de 1,3 mil notificações, casos suspeitos de dengue reduzem em 65% em Rio Branco

Até 20 de junho, Departamento de Vigilância de Rio Branco recebeu 1.330 casos suspeitos de dengue.

Em 2019, número era mais de 3,8 mil casos.

Casos suspeitos de dengue reduziram em 65% no período de um ano Divulgação/Semsa Os casos notificados de dengue tiveram uma redução de 65% em um período de um ano em Rio Branco.

Isso é o que mostra um levantamento do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Os dados são de notificações registradas entre janeiro e o último dia 20, que corresponde até a semana epidemiológica 25.

Em 2020, já foram notificados 1.330 casos de dengue. No mesmo período do ano passado, o número de notificações era 3.838 na capital acreana. A coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Socorro Martins, acredita que a redução está relacionada com o fato das pessoas estarem mais em casa devido à pandemia do novo coronavírus.

"Pessoal está tendo mais cuidado, acredito que seja isso.

Para o momento é uma boa notícia", complementou. Socorro afirmou também que os agentes de endemias continuam os trabalhos de fiscalização, orientação e visitação nos bairros da capital acreana para combater o mosquito Aedes Aegypti, responsável por doenças como a dengue, zika e chikungunya. "Nós não paramos, alguns agentes do grupo de risco se afastaram, mas os demais ficaram trabalhando na semana, finais de semana.

Agora ficou melhor porque o número de casas fechadas não é tanto, as pessoas estão em casa e recebendo os agentes", destacou. Infestação Outra redução apontada pelo Departamento é com relação ao índice de infestação avaliado pelo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes (LIRAa), responsável pelo controle do vetor e da doença.

Segundo o estudo, houve uma diminuição de 39% no índice de infestação em Rio Branco. Os dados apontaram que a caixa d'água é o principal criadouro do mosquito, com 56,6% dos números.

O segundo maior criadouro são pequenos depósitos móveis, como vasinhos de plantas, jarros de flores, que respondem a 23,2%. Agentes de endemias continuam visitando casas durante a pandemia do novo coronavírus para combater a dengue Divulgação/Semsa Logo em seguida aparecem os depósitos fixos com 3%, pneus 7,7% e lixo doméstico e entulhos com 8,2%.

Na capital acreana há mais incidência de casos em 13 bairros. "A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada bairro, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes", concluiu a coordenadora.

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